11 de agosto de 2017

O Retorno do Battousai

            Eu ainda nem li minha coleção de Rurouni Kenshin, que saiu aqui pela JBC, e já me veem com esta belíssima notícia. Isto mesmo, ele estará de volta em breve, mais especificamente no dia 04 de Setembro. Fala-se em novos cinco arcos com o retalhador. 
               "Em 2016, a franquia ganhou um spin-off com apenas dois capítulos. Nobuhiro Watsuki já havia publicado anteriormente outro spin-off em 2014 com o nome "Honō wo Suberu -Rurouni Kenshin: Uramaku-" ("Controlando as chamas - Samurai X: O capítulo escondido", em tradução livre), que tinha como foco o primeiro encontro de Shishio Makoto e Yumi Komagata." Fonte: http://br.ign.com/ 

Ela - Filmes que Andei vendo

               Eu tinha que postar minhas rápidas impressões a respeito deste filme. É verdade, já faz um tempo que eu o assisti, mas ainda tá valendo a recomendação né? Em tempos de Black Mirror, "Ela" não causa tanto impacto assim, mas se desenrola de uma forma tão autêntica, que por vezes, eu mesmo quis um sistema operacional inteligente. No longa, as pessoas passam tanto tempo com  seus computadores, que a relação íntima passa a ser algo comum evoluindo, até mesmo, para o sexo. Óbvio, o sexo aqui é algo sensorial, lúdico.

            Theodore é um cara sensível, antissocial e que não conseguiu superar seu último relacionamento. Carente, ele acaba se encantando com o SO do seu PC e começa a passar muito tempo conversando com ela. E ele não é uma exceção. No filme, muitos passam a ter o mesmo relacionamento, mas o foco, é sempre Theodore e Samantha.
           Como um OS com inteligência artificial ávida para obter conhecimento, Samantha não demora muito a expandir sua fome por conhecimento e ao aprender, se torna uma mente mais e mais evoluída, acabando por se juntar a outros OS, em seu mundo de dados e informações, deixando o confuso Theodore, solitário novamente.

           A tecnologia está cada dia mais íntima a todos nós, é de vital importância questionarmos onde tudo isso vai ou não nos levar. O filme é filosófico o suficiente para te satisfazer em ma tarde agradável de Domingo. Recomendadíssimo. 

2 de agosto de 2017

Knights of the Zodiac - Remake pela Netflix

         Uma notícia, anda deixando os fãs de Cavaleiros animados e ao mesmo tempo, receosos. Trata-se de um remake de Cavaleiros, com recursos em CG e 3D. A primeira temporada contará com 12 episódios e o nome provisório é Knights of the Zodiac. Pouco se sabe dos detalhes, mas é a série deve englobar desde a Guerra Galáctica até os cavaleiros de prata. 
          Fico receoso. Não sei mesmo o que pensar. A Netflix tem produzido uma gama de materiais interessantes, e Sidonia está aí pra mostra isso, mas nada nos livra de um possível desastre. CDZ é uma franquia lucrativa o que pode render um ótimo material, mas também, uma grande decepção, como foi Ômega {pra mim, ok}. Vamos ver o que nos aguarda. 

21 de julho de 2017

Séries que Andei Vendo:13 Reasons Why

           Eu sei. Já falaram demais desta série e eu, raramente teria algo a acrescentar, mas preciso comentar um fragmento das emoções que tive, ao devorar esta temporada. Sim, a série é complexa e pesada. Ao começar a assistir, pensei estar vendo um folhetim, estilo Malhação, mas não poderia estar mais enganado. 
              Personagens complexos e bem trabalhados {o protagonista é fraco, mas tá valendo} são o grande chamariz da série. Sabe-se que a personagem central, Hannah, cometeu suicídio, e durante doze fitas K7, teremos os motivos que a levaram a isso. O assunto é sério, pois o motivo, é o bullying que ela sofreu de vários amigos de escola, que também são mencionados nas fitas com seus respectivos "pecados". 
              É bem complicado, e é impossível não nos colocarmos na pele dela, uma vez que todos nós já passamos por maus bocados na escola, ou pelo menos, fomos o algoz de alguém. Eu me recordei instantaneamente tudo que sofri na escola, e digo com toda a franqueza: Se não está preparado psicologicamente, você pode sim, ficar abalado com o enredo da trama, que em pontos mais críticos, mostra abuso psíquico e violência sexual.
          Pra mim, foi sufocante ver personagens sendo abusadas. Acompanhar as motivações dos principais envolvidos e ver a formações de novos monstros sociais, que hora ou outra, tendem a explodir em desfechos trágicos e fatais. Hannah é dramática. Ela poderia ter tomado outro rumo, seguido outra direção, mas nós sabemos bem como a cabeça de um jovem adolescente é confusa e destrutiva. Até os pais serviram para empurrá-la ainda mais para o fundo do poço, com atitudes e palavras simples, mas nocivas. 
           No fim, percebemos como podemos fazer a diferença na vida das pessoas que nos cercam, e muitas vezes nos omitimos. Seja por orgulho, indiferença ou mesmo, birras infantis. Já passou da hora de tentar nos melhorarmos cada dia mais. Precisamos todos de ajuda. A sociedade nos faz doentes, e mal conseguimos ajudar a nós mesmo, mas é preciso vencer a correnteza. Recomendo♥

20 de julho de 2017

Chester Bennington comete suicídio.

           Um pouco antes de conhecer o Evanescence, eu conheci o que seria uma das minhas bandas favoritas, o Linkin Park. Só eu sei o quanto eu gritava, pra desabafar tudo que eu sentia e não compreendia naquela época. A juventude é um inferno complexo, de poucas respostas e muitas dúvidas. Parece que aquelo que é ruim, nunca vai acabar e qualquer coisinha, parece o fim do mundo. 
         Sabemos que muitos motivos podem levar alguém a cometer suicídio. Eu mesmo já cogitei a opção, mas a dor é grande pra quem fica. Se nós, como fãs, ficamos imensamente pesarosos, imaginem os seis filhos que o vocalista deixou? Encarar este 'mundo bosta' esta cada dia mais complicado, mas precisamos persistir e resistir. 
         Chester foi encontrado hoje, 20/07 as 9h damanhã, em Los Angeles, com marcas de enforcamento no pescoço. O cantor tinha 41 anos. O vocalista lutava contra as drogas e o álcool, mas não foi explicado detalhes que o motivou. Espero que esteja com seres de luz neste momento, é o mínimo que merece por todo o bem que espalhou neste mundo. 

30 de junho de 2017

Hotarubi no Mori e (Into the forest of fireflies light)

         Todos nós já esperamos ansiosos pelo Verão. Aqui no ocidente, são as férias escolares. Viajamos para a casa dos nossos avós, e tem também o Natal, praia, festas de fim de ano. O Verão é um período especial e aguardado por muitos. Para jovem Hotaru, o Verão ganhou um outro significado.
          Ao se perder na floresta, ela é salva por um rapaz que a mostra o caminho de volta. Este rapaz é Gin, que perdeu sua sutileza humana, ao ser adotado pelo próprio Deus da Montanha, o qual o enfeitiçou. Com a magia, o corpo humano de Gin se tornou frágil, sendo assim, jamais poderia ser tocado por outro humano. 

              Com o passar dos anos, Hotaru espera ansiosa pelos Verões em que passa na casa dos Tios e que pode visitar Gin. O tempo que passam juntos é lindo, e cheio de significados para a pequena Hotaru, que cresce, mas não deixa de visitar o valioso amigo. 

            Certo dia, Gin decidi levar Hotaru ao festival dos espíritos. A princípio, parece um festival normal, mas ao invés de pessoas, temos espíritos, fingem ser humanos e se divertem como nos festivais normais. Mas algo inevitável ocorre e temos um desfecho triste e sentimental. Engraçado que, por mais triste que seja, a tristeza, não é a mensagem final do longa, mas sim, de destino concretizado.
            Impossível não se emocionar. A sutileza da animação e a delicadeza com que a história é narrada, nos lembra até mesmo as obras do Ghibli. A trilha é envolvente e os personagens são bem construídos. 45 minutos foi pouco pra tanta emoção, e passa voando quando se está envolvido. O filme, que mais parece um curta, foi baseado no one-shot de Yuki Midorikawa (mesma autora de Natsume Yuujinchou-Por isso as notáveis semelhanças).
           Lembrando que Hotarubi e no mori e, foi escolhido como melhor longa de animação em 2011, recebendo diversos prêmios. Bom, espero que se sintam motivados a assistir a este lindo ficou. Fica aqui minha recomendação. Até breve. 

  •  Roteiro: Yukihiro Shibuya
  • Trilha Sonora: Makoto Yoshimori
  • Direção: Takahiro Omori  

28 de junho de 2017

Mangás que Andei Lendo: Blame! e EVA

           Chegou minha edição 2 de Blame! E eu não resisti em devorá-la. Há muito, eu não colecionava um mangá tão ávidamente. Neste exato momento, eu estava relendo, e me lembrei de postar aqui minhas impressões.

           Continuo embasbacado com a qualidade gráfica das artes do Mestre Nihei-Sama. O traço dele é rebuscado, jogado e cheio de detalhes, e eu amo demais isso. Ele joga na nossa cara esse mundo cyberpunk porra loca, e é impossível ficar indiferente. 
           Esta edição, trouxe algumas páginas coloridas belíssimas. Estou aprendendo e me deslumbrando com os incríveis cenários do Mestre Nihei. Killy continua sua jornada, e aos poucos, novos personagens são acrescentados. 
         O mundo onde Killy está, se mostra cada vez mais complexo e hostil. Todos querem matá-lo, seja pra pegar sua arma disparadora de radiação gravitacional ou impedir que encontre o gene-modem e acesse a internet, trazendo uma possível salvação a humanidade. 
               A história está cada dia mais interessante e OMG, estamos apenas na segunda edição. Ontem comprei pelo Amazon.com o volume 3, e estou aguardando a chegada. Cara, que arte inspiradora♥

            Paralelo a isto, estou relendo Evangelion. Desta vez, os volumes que comprei de um amigo, que estava vendendo a sua coleção no Facebook. Estou no sétimo volume, {edição antiga, meio-tanko, da Conrad} e estou adorando. Nesta edição é introduzida a personagem a Asuka. Gosto bem pouco dela, é verdade, mas EVA é sempre uma ótima leitura. 

             Pena que a edição cinco está bem "empenada". Se alguém tiver e quiser vender, estou interessado. No mais, Asuka chega arrasando em Tokyo 3. Batendo nos garotos e mandando ver em suas performances. Mas é pouco humilde e vai precisar da ajuda de Shinji pra enfrentar o próximo Anjo. 
        Fico por aqui, com esta ilustração de página dupla de EVA nº7. Coisa linda a arte e estilo do mestre Sadamoto. Não me canso de admirar os traços dele. 

31 de março de 2017

Blame! vol1 - Mangás que Andei Lendo}

           Quando a JBC anunciou a vinda de Sidonia, eu imaginei logo de cara: -Eles irão trazer Blame! E pra minha alegria, eles trouxeram o que é um dos marcos na carreira de um dos meus autores favoritos, Tsutomu Nihei
             Pra começar, as obras de Nihei são de nicho sim, e poucos conseguirão assimilar a sua excelência como autor. Precisamos lembrar também, que ele criou este mangá, ao contrário de Sidonia, especialmente pra si mesmo, como um autoaprendizado e até diversão. Nunca foi feito pensando em público. E por fim, Blame! é uma continuação direta {ou quase isso} de Noise, obra pouco popular do autor, mas adorada pelos fãs, por ser a base de suas obras vindouras, em especial, o próprio Blame! Mas não, não é necessário conhecer este para compreender a obra, apesar de ajudar muito, claro, já que o background é todo traçado em Noise, que por sí só, é quase doujinshi.  
             Neste primeiro volume, temos basicamente a premissa básica do mangá, a corrida frenética de Killy a procura de um humano puro, que possua o gene modem, capaz de acessar a Netsphere e claro, não deixar perder o que ainda há da humanidade. Com suas páginas carregadas e textos escassos mais expressivos, ele traça um mundo só dele, com criaturas únicas e um cenário prá lá de distópico e labiríntico.
          É preciso observar bem as cenas mudas, só com imagens. Só assim se compreende a trama, que nem sempre vem através de balões. Blame! terá 10 volumes, e pretendo tê-los aqui, junto com as edições de Abara, outra obra linda do Nihei. Como serão bimestrais, fica mais fácil juntar uma graninha pra comprar. Os mangás estão com papel de altíssima qualidade, com sobrecapa colorida {luva} e a partir do volume dois, páginas coloridas. Basicamente, quase não difere da edição original japonesa. 
           Se comparado com Sidonia{2009-2015}, Blame! {1998-2003}é mais sujo, mais carregado. Sidonia tem traços mais limpos e arredondados e claro, mais comerciais. Continuarei acompanhando o mangá, assim que o volume dois chegar, farei resenha aqui. Vamos ver qual será o futuro desta obra, que já tem um longa programado para este ano, que sairá pela Netflix

A.D. Police Files

          Eu acabei de assistir aos três OVA's de A.D.Police Files. Uma espécie de Extra do já popular Bubblegum Crisis, e caramba, que show de animação. A trilha sonora continua ótima, enquanto a trama é rápida e objetiva. Talvez até rápida demais. Eu gostaria de saber melhor a respeito dos personagens e suas motivações, mas este gostinho de quero mais é um plus nesta obra. 
               Interessante também, o eterno debate do que é humano ou não. O questionamento recai a respeito dos transplantes cibernéticos, que na animação, são comuns, como por exemplo, substituir um olho problemático por um novo. O que ainda é um debate válido, uma vez que estamos cada dia mais "modificados". Quem não conhece alguém com uma ponte de safena, pino nas articulações, ou mesmo próteses de silicone?

          No anime, diz que se você tem mais de 70% do seu corpo modificado, você não é mais considerado humano. Será mesmo? O quanto, partes cibernéticas ou artificiais nos tornaria inumanos? O que nos torna humanos não são nossas emoções, sentimentos, paixões? E a essência humana, não importaria mais? Me encanta esses questionamentos.

          O único personagem que consegui reconhecer do original é Leon, que aqui, é jovem e acabou de ingressar na Polícia AD. Junto com sua parceira, Gina, eles saem por Tokyo em busca de Boomers descontrolados ou problemáticos, que são um risco para a sociedade.
        Encontre todos os OVA's no Youtube e digo que foi um belo achado. Infelizmente já não temos animes como estes, que já nascem clássicos. Os animes da década de 90 tinham um charme raro de se encontrar nos animes atuais, e só por isso, já valem uma olhadinha. 

Morre Daisuke Satou, autor de HSOTD

         Infelizmente, a indústria do anime/mangá perdeu no último dia 22 de Março, o grande mestre Daisuke Satou aos 52 anos, que junto ao artista Shoji Sato, criou High School of the Dead, um dos maiores sucessos dos animes {2009}. A mistura de zumbi, ação e mulheres gostosas, tornou HSOTD um fenômeno, inclusive aqui no Brasil, onde o mangá foi publicado pela Panini.
            O desenhista Shoji Sato, tem a opção de prosseguir com a obra, caso queira, mas é quase certo que a dê por encerrada, em memória ao amigo. Só o tempo dirá. Mas seria uma pena não ler a conclusão de um excelente mangá. Que aliás, encontra-se em hiato a quase quatro anos. Shoji também está ocupado com a obra Triage X, portanto, não deve mesmo retomar HSOTD tão em breve. 

23 de janeiro de 2017

American Horror Story - Séries que Andei Vendo

            O sombrio sempre atraiu a humanidade e a mim claro. Gosto de filmes de terror, mas admito, é raro encontrar algum com uma qualidade aceitável. A maioria decepciona, em especial por dar pouca atenção a uma história de qualidade, e se pegar na apelação, jogando sustos e sangue em toda a parte. 
        Quando encontrei AHS foi um choque. Não acreditava estar diante de um roteiro tão interessante e cativante para uma série de horror. Cada temporada contempla um arco diferente, e apesar de trazer um núcleo central de atores e eles se revezarem em distintos personagens, todos são incrivelmente bons para nos surpreender com atuações incríveis e fervorosas.
             A primeira temporada nos mostra uma casa mal assombrada, com uma gama de personagens com atuações ricas e palpáveis. Um casal que se muda, achando estar fazendo um bom negócio, descobre que o inferno só está começando. Mortos caminham pela casa, onde assassinatos hediondos e assustadores foram cometidos. Os finais de AHS nem sempre são felizes, mas a mim são satisfatórios. Não suporto finais previsíveis.
         A segunda já nos pega pelo maior temor de um ser humano racional: Acabar em um hospício. Ter a sua sanidade questionada é incômodo e nos desequilibra. Essa temporada é uma das mais perturbadoras até agora {assisti só três por enquanto}, com exorcismos, anjo da morte, psicopatas disfarçados e muita gente mutilada.
          A terceira temporada foi a última que vi. Provavelmente a que mais amei até então. Não sei se foi o tema: Bruxaria. Mas foi de fato instigante ver o decorrer da série. Racismo, feminismo, magia negra...Uau, essa temporada foi fascinante. Só um tema me vinha a mente: Mãe. Engraçado como cada enredo caía nesta temática. A mãe que molesta o filho, a mãe que priva o filho de tudo, inclusive do seu passado criminoso e se oculta abaixo do manto cristão. A mão que subjuga e humilha a filha para que ela seja sempre inferior e nunca a a supere. A mulher que recorre a tudo para ser a mãe. A mãe que dá seu filho ao demônio...
            Atualmente comecei a ver a quarta temporada, Freak Show, sobre um circo e as pessoas "anormais" que lá existem e são exploradas por suas peculiaridades. Logo retorno para falar sobre para vocês. Abraços e recomendo fortemente