20 de julho de 2017

Chester Bennington comete suicídio.

           Um pouco antes de conhecer o Evanescence, eu conheci o que seria uma das minhas bandas favoritas, o Linkin Park. Só eu sei o quanto eu gritava, pra desabafar tudo que eu sentia e não compreendia naquela época. A juventude é um inferno complexo, de poucas respostas e muitas dúvidas. Parece que aquelo que é ruim, nunca vai acabar e qualquer coisinha, parece o fim do mundo. 
         Sabemos que muitos motivos podem levar alguém a cometer suicídio. Eu mesmo já cogitei a opção, mas a dor é grande pra quem fica. Se nós, como fãs, ficamos imensamente pesarosos, imaginem os seis filhos que o vocalista deixou? Encarar este 'mundo bosta' esta cada dia mais complicado, mas precisamos persistir e resistir. 
         Chester foi encontrado hoje, 20/07 as 9h damanhã, em Los Angeles, com marcas de enforcamento no pescoço. O cantor tinha 41 anos. O vocalista lutava contra as drogas e o álcool, mas não foi explicado detalhes que o motivou. Espero que esteja com seres de luz neste momento, é o mínimo que merece por todo o bem que espalhou neste mundo. 

30 de junho de 2017

Hotarubi no Mori e (Into the forest of fireflies light)

         Todos nós já esperamos ansiosos pelo Verão. Aqui no ocidente, são as férias escolares. Viajamos para a casa dos nossos avós, e tem também o Natal, praia, festas de fim de ano. O Verão é um período especial e aguardado por muitos. Para jovem Hotaru, o Verão ganhou um outro significado.
          Ao se perder na floresta, ela é salva por um rapaz que a mostra o caminho de volta. Este rapaz é Gin, que perdeu sua sutileza humana, ao ser adotado pelo próprio Deus da Montanha, o qual o enfeitiçou. Com a magia, o corpo humano de Gin se tornou frágil, sendo assim, jamais poderia ser tocado por outro humano. 

              Com o passar dos anos, Hotaru espera ansiosa pelos Verões em que passa na casa dos Tios e que pode visitar Gin. O tempo que passam juntos é lindo, e cheio de significados para a pequena Hotaru, que cresce, mas não deixa de visitar o valioso amigo. 

            Certo dia, Gin decidi levar Hotaru ao festival dos espíritos. A princípio, parece um festival normal, mas ao invés de pessoas, temos espíritos, fingem ser humanos e se divertem como nos festivais normais. Mas algo inevitável ocorre e temos um desfecho triste e sentimental. Engraçado que, por mais triste que seja, a tristeza, não é a mensagem final do longa, mas sim, de destino concretizado.
            Impossível não se emocionar. A sutileza da animação e a delicadeza com que a história é narrada, nos lembra até mesmo as obras do Ghibli. A trilha é envolvente e os personagens são bem construídos. 45 minutos foi pouco pra tanta emoção, e passa voando quando se está envolvido. O filme, que mais parece um curta, foi baseado no one-shot de Yuki Midorikawa (mesma autora de Natsume Yuujinchou-Por isso as notáveis semelhanças).
           Lembrando que Hotarubi e no mori e, foi escolhido como melhor longa de animação em 2011, recebendo diversos prêmios. Bom, espero que se sintam motivados a assistir a este lindo ficou. Fica aqui minha recomendação. Até breve. 

  •  Roteiro: Yukihiro Shibuya
  • Trilha Sonora: Makoto Yoshimori
  • Direção: Takahiro Omori  

28 de junho de 2017

Mangás que Andei Lendo: Blame! e EVA

           Chegou minha edição 2 de Blame! E eu não resisti em devorá-la. Há muito, eu não colecionava um mangá tão ávidamente. Neste exato momento, eu estava relendo, e me lembrei de postar aqui minhas impressões.

           Continuo embasbacado com a qualidade gráfica das artes do Mestre Nihei-Sama. O traço dele é rebuscado, jogado e cheio de detalhes, e eu amo demais isso. Ele joga na nossa cara esse mundo cyberpunk porra loca, e é impossível ficar indiferente. 
           Esta edição, trouxe algumas páginas coloridas belíssimas. Estou aprendendo e me deslumbrando com os incríveis cenários do Mestre Nihei. Killy continua sua jornada, e aos poucos, novos personagens são acrescentados. 
         O mundo onde Killy está, se mostra cada vez mais complexo e hostil. Todos querem matá-lo, seja pra pegar sua arma disparadora de radiação gravitacional ou impedir que encontre o gene-modem e acesse a internet, trazendo uma possível salvação a humanidade. 
               A história está cada dia mais interessante e OMG, estamos apenas na segunda edição. Ontem comprei pelo Amazon.com o volume 3, e estou aguardando a chegada. Cara, que arte inspiradora♥

            Paralelo a isto, estou relendo Evangelion. Desta vez, os volumes que comprei de um amigo, que estava vendendo a sua coleção no Facebook. Estou no sétimo volume, {edição antiga, meio-tanko, da Conrad} e estou adorando. Nesta edição é introduzida a personagem a Asuka. Gosto bem pouco dela, é verdade, mas EVA é sempre uma ótima leitura. 

             Pena que a edição cinco está bem "empenada". Se alguém tiver e quiser vender, estou interessado. No mais, Asuka chega arrasando em Tokyo 3. Batendo nos garotos e mandando ver em suas performances. Mas é pouco humilde e vai precisar da ajuda de Shinji pra enfrentar o próximo Anjo. 
        Fico por aqui, com esta ilustração de página dupla de EVA nº7. Coisa linda a arte e estilo do mestre Sadamoto. Não me canso de admirar os traços dele. 

31 de março de 2017

Blame! vol1 - Mangás que Andei Lendo}

           Quando a JBC anunciou a vinda de Sidonia, eu imaginei logo de cara: -Eles irão trazer Blame! E pra minha alegria, eles trouxeram o que é um dos marcos na carreira de um dos meus autores favoritos, Tsutomu Nihei
             Pra começar, as obras de Nihei são de nicho sim, e poucos conseguirão assimilar a sua excelência como autor. Precisamos lembrar também, que ele criou este mangá, ao contrário de Sidonia, especialmente pra si mesmo, como um autoaprendizado e até diversão. Nunca foi feito pensando em público. E por fim, Blame! é uma continuação direta {ou quase isso} de Noise, obra pouco popular do autor, mas adorada pelos fãs, por ser a base de suas obras vindouras, em especial, o próprio Blame! Mas não, não é necessário conhecer este para compreender a obra, apesar de ajudar muito, claro, já que o background é todo traçado em Noise, que por sí só, é quase doujinshi.  
             Neste primeiro volume, temos basicamente a premissa básica do mangá, a corrida frenética de Killy a procura de um humano puro, que possua o gene modem, capaz de acessar a Netsphere e claro, não deixar perder o que ainda há da humanidade. Com suas páginas carregadas e textos escassos mais expressivos, ele traça um mundo só dele, com criaturas únicas e um cenário prá lá de distópico e labiríntico.
          É preciso observar bem as cenas mudas, só com imagens. Só assim se compreende a trama, que nem sempre vem através de balões. Blame! terá 10 volumes, e pretendo tê-los aqui, junto com as edições de Abara, outra obra linda do Nihei. Como serão bimestrais, fica mais fácil juntar uma graninha pra comprar. Os mangás estão com papel de altíssima qualidade, com sobrecapa colorida {luva} e a partir do volume dois, páginas coloridas. Basicamente, quase não difere da edição original japonesa. 
           Se comparado com Sidonia{2009-2015}, Blame! {1998-2003}é mais sujo, mais carregado. Sidonia tem traços mais limpos e arredondados e claro, mais comerciais. Continuarei acompanhando o mangá, assim que o volume dois chegar, farei resenha aqui. Vamos ver qual será o futuro desta obra, que já tem um longa programado para este ano, que sairá pela Netflix

A.D. Police Files

          Eu acabei de assistir aos três OVA's de A.D.Police Files. Uma espécie de Extra do já popular Bubblegum Crisis, e caramba, que show de animação. A trilha sonora continua ótima, enquanto a trama é rápida e objetiva. Talvez até rápida demais. Eu gostaria de saber melhor a respeito dos personagens e suas motivações, mas este gostinho de quero mais é um plus nesta obra. 
               Interessante também, o eterno debate do que é humano ou não. O questionamento recai a respeito dos transplantes cibernéticos, que na animação, são comuns, como por exemplo, substituir um olho problemático por um novo. O que ainda é um debate válido, uma vez que estamos cada dia mais "modificados". Quem não conhece alguém com uma ponte de safena, pino nas articulações, ou mesmo próteses de silicone?

          No anime, diz que se você tem mais de 70% do seu corpo modificado, você não é mais considerado humano. Será mesmo? O quanto, partes cibernéticas ou artificiais nos tornaria inumanos? O que nos torna humanos não são nossas emoções, sentimentos, paixões? E a essência humana, não importaria mais? Me encanta esses questionamentos.

          O único personagem que consegui reconhecer do original é Leon, que aqui, é jovem e acabou de ingressar na Polícia AD. Junto com sua parceira, Gina, eles saem por Tokyo em busca de Boomers descontrolados ou problemáticos, que são um risco para a sociedade.
        Encontre todos os OVA's no Youtube e digo que foi um belo achado. Infelizmente já não temos animes como estes, que já nascem clássicos. Os animes da década de 90 tinham um charme raro de se encontrar nos animes atuais, e só por isso, já valem uma olhadinha. 

Morre Daisuke Satou, autor de HSOTD

         Infelizmente, a indústria do anime/mangá perdeu no último dia 22 de Março, o grande mestre Daisuke Satou aos 52 anos, que junto ao artista Shoji Sato, criou High School of the Dead, um dos maiores sucessos dos animes {2009}. A mistura de zumbi, ação e mulheres gostosas, tornou HSOTD um fenômeno, inclusive aqui no Brasil, onde o mangá foi publicado pela Panini.
            O desenhista Shoji Sato, tem a opção de prosseguir com a obra, caso queira, mas é quase certo que a dê por encerrada, em memória ao amigo. Só o tempo dirá. Mas seria uma pena não ler a conclusão de um excelente mangá. Que aliás, encontra-se em hiato a quase quatro anos. Shoji também está ocupado com a obra Triage X, portanto, não deve mesmo retomar HSOTD tão em breve. 

23 de janeiro de 2017

American Horror Story - Séries que Andei Vendo

            O sombrio sempre atraiu a humanidade e a mim claro. Gosto de filmes de terror, mas admito, é raro encontrar algum com uma qualidade aceitável. A maioria decepciona, em especial por dar pouca atenção a uma história de qualidade, e se pegar na apelação, jogando sustos e sangue em toda a parte. 
        Quando encontrei AHS foi um choque. Não acreditava estar diante de um roteiro tão interessante e cativante para uma série de horror. Cada temporada contempla um arco diferente, e apesar de trazer um núcleo central de atores e eles se revezarem em distintos personagens, todos são incrivelmente bons para nos surpreender com atuações incríveis e fervorosas.
             A primeira temporada nos mostra uma casa mal assombrada, com uma gama de personagens com atuações ricas e palpáveis. Um casal que se muda, achando estar fazendo um bom negócio, descobre que o inferno só está começando. Mortos caminham pela casa, onde assassinatos hediondos e assustadores foram cometidos. Os finais de AHS nem sempre são felizes, mas a mim são satisfatórios. Não suporto finais previsíveis.
         A segunda já nos pega pelo maior temor de um ser humano racional: Acabar em um hospício. Ter a sua sanidade questionada é incômodo e nos desequilibra. Essa temporada é uma das mais perturbadoras até agora {assisti só três por enquanto}, com exorcismos, anjo da morte, psicopatas disfarçados e muita gente mutilada.
          A terceira temporada foi a última que vi. Provavelmente a que mais amei até então. Não sei se foi o tema: Bruxaria. Mas foi de fato instigante ver o decorrer da série. Racismo, feminismo, magia negra...Uau, essa temporada foi fascinante. Só um tema me vinha a mente: Mãe. Engraçado como cada enredo caía nesta temática. A mãe que molesta o filho, a mãe que priva o filho de tudo, inclusive do seu passado criminoso e se oculta abaixo do manto cristão. A mão que subjuga e humilha a filha para que ela seja sempre inferior e nunca a a supere. A mulher que recorre a tudo para ser a mãe. A mãe que dá seu filho ao demônio...
            Atualmente comecei a ver a quarta temporada, Freak Show, sobre um circo e as pessoas "anormais" que lá existem e são exploradas por suas peculiaridades. Logo retorno para falar sobre para vocês. Abraços e recomendo fortemente

27 de dezembro de 2016

3% de chance de ser feliz

             Hoje eu conclui a série 3%, original e disponível pela Netflix. Ainda estou em choque. Não esperava que o Brasil fosse despontar com séries cada vez melhores e mais arrojadas e por fim, nós, consumidores frenéticos de séries é quem saí ganhando.

             A premissa funciona de tal forma: Vivemos em um mundo sujo, com um alto grau de pobreza e pessoas muito inconformadas com a situação em que se encontram {parece familiar né?}. A contra partida, existe um lugar muito melhor, onde tudo funciona bem: saúde, educação, tecnologia.... Um mundo tão utópico e perfeito que é cobiçado por todos, mas só disponível para 3% da população. 
           Neste cenário existe uma seleção, com o propósito de filtrar os melhores, os quais irão adentrar a este novo e maravilhoso mundo chamado MarAlto. A seleção envolve perspicácia, inteligência, e raciocínio lógico. São várias provas com uma única finalidade: escolher os mais hábeis para esta vida tão afortunada e única. Assim  que completam 20 anos, os jovens adultos estão prontos para passar no sistema. Muitos, passam toda a sua vida se preparando para a mesma.  
            Mas o processo de seleção possui falhas. Muita coisa não funcionam como esperado e nem tudo são flores. A seleção envolve grande apelo  psicológico, e tudo vira uma grande bomba relógio. Achei a série fantástica e interessante. Eu não imaginei que seria tão coesa e significante. 
           Fico feliz em ver o Brasil tão bem neste quesito, já tão dominado pelos gringos. A série cativa, comove e nos prende.  E queria um capricho melhor na maquiagem, cenários, figurinos, mas não se pode te tudo afinal, no mais, recomendo. 

22 de novembro de 2016

Kabukibu - Nos traços do CLAMP

           Novidade gostosinha do Clamp. Não, elas não retomaram os trabalhos antigos, muito menos X-1999. Trata-se de um caracter designer {assim como fizeram em Code Geass e Mouryou no Hako}, da série Kabukibu, que estreará em Abril de 2017 pela TBS. Péra, Abril? Coincidência? Bom... Elas não existem né!?
         O anime será baseado em uma série de light novels de Eda Yuuri. "A história gira em torno de Kurogo Kurusu, um estudante de 15 anos que ama Kabuki e que quer criar um clube de Kabuki em sua escola – mas as coisas não acontecem de uma maneira tão fácil quanto ele imagina, uma vez que ele precisa convencer outros estudantes a se juntarem ao clube. Kabuki é uma forma clássica de teatro japonês que envolve atuação, danças e sua maquiagem bem típica em tons de branco, vermelho e preto." Com 4 volumes já lançados, o anime vem pelo Studio DEEN. Fonte: #ClampProject

17 de novembro de 2016

Sete Dias em Alesh - {Mangás que Andei Lendo...}

           Uma seca de mais de duzentos anos está prestes a acabar, assim como, um novo Rei será eleito em Abukir e a Princesa será desposada. Pra isso, se dá início a grande corrida em Alesh, um enorme deserto. Essa corrida durará sete dias, de Abukir até Badya. Que comece a aventura...

           Desde que conheci o Stúdio Seasons, estava louco pra ter em mãos este clássico, publicado através da Hant Editora. Foi apenas um volume, mas que introduziu todo o conceito que seria explorado mais tarde em Mitsar, projeto este, lançado primeiro pela Neo Tokyo em capítulos, e depois encadernado. 
           O traço da Sylvia Feer é excelente no quesito Shonem, que é a pegada deste mangá, contrando com riqueza de detalhes o prólogo desta fascinante aventura. No site do Studio Seasons, Sete Dias em Alesh permanece na seção de "projetos", o que me dá esperanças de ver o Rei Manjin em ação novamente, já que em Mitsar, creio que o foco foi mais direcionado a Khemis e aos outros coadjuvantes. 
           O trabalho é de 2002, mas já contava com uma produção lindíssima e refina, com retículas e ótimo roteiro. Me bateu aquela curiosidade de ler Mitsar, que certamente, estará ainda mais 'profissional'. Por fim, se acharem esta relíquia em algum sebo ou na internet, como foi o meu caso, não pensem duas vezes, compre. Vale cada centavo.♥

14 de novembro de 2016

The Twelve Kingdons - Os Doze Reinos

          Eu terminei de assistir, o que eu considero um dos melhores animes da minha vida otaku. Eu achei esse anime por acaso, mas já tinha lido muito a respeito em revistas informativas sobre o gênero. A história é riquíssima e é impossível não mergulhar nesta fascinante aventura. Eu já havia mencionado o anime aqui, quando comecei a assistir, e agora retorno para dar meu parecer final, após ter visto seus 45 episódios. 
          Um novelão! Não tem uma forma melhor de definir este anime, tão coeso e bem roteirizado. Mas isso é justificado. O anime deriva da série de romances da escritora japonesa  Fuyumi Ono, que criou um mundo riquíssimo, com termologias e até politicas próprias. 
                 Youko Nakajima, uma aluna exemplar e muito invejada, não entendia o seu papel no mundo onde existia. Neste novo universo, ela assumiu o papel de princesa, e assim, ela compreendeu sua missão social e as mudanças que suas ações trariam na vida das pessoas. A premissa não poderia ser mais interessante, e no meio disso tudo, muitas descobertas e um crescimento lindo dos personagens. 

             Eu creio que não me esquecerei tão em breve o quão maravilhoso é este anime, e o quanto ele me fez bem. A história pode ser meio pesada em alguns momentos, mas passam ensinamentos raros de se ver em animes atuais. 

            O estúdio Pierrot foi competente com a obra, trazendo toda a beleza e profundidade da série. Não gosto de séries longas, mas estes 45 episódios foram incríveis e assisti aos poucos, com medo de que acabasse e sentisse saudades. 

        Eu recomendo e fica aqui o carinho por um anime que pra mim foi mais que entretenimento. Abraços e ótima semana.