Em um episódio passado, Fushi se transforma numa tartaruga fêmea, bota os ovos na areia. Agora de volta a mesma praia e, no meio do seu próprio desespero por manter todos que ama a sua volta, vê os filhotes nascendo. Na hora, um instinto materno absurdo toma conta dele, e ele defende aqueles bebês tartaruga com unhas e dentes (ou melhor, com casco mesmo).
E é aí que vem a lição mais bonita. A série não fala pra gente segurar as pessoas a qualquer custo. Fala o contrário: que amar também é saber desapegar. Que é egoísmo querer que tudo fique igual pra sempre. A vida é frágil, vem e vai, e é justamente por isso que é tão preciosa.
Saí daquele episódio com o coração apertado e ao mesmo tempo aliviado. É uma obra que machuca, mas também acalenta. Recomendo demais pra quem não tem medo de sentir.

